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O futuro zero carbono das cidades

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O meio ambiente está em pauta. As mudanças climáticas intensas e os impactos da má gestão da sustentabilidade nas cidades trouxe o tema para o centro da discussão: precisamos pensar em cidades mais sustentáveis e, consequentemente, mais humanas. É praticamente unânime, o principal objetivo das cidades inteligentes envolve uma agenda verde que engloba hábitos diários, planejamento urbano, mobilidade e a rotina de cada cidadão.

Com a chegada da pandemia de covid-19, a questão da mobilidade mostrou-se mais simples de resolver do que imaginávamos. Mais do que carros voadores, avenidas mais extensas ou ruas bloqueadas para carros, a principal mudança relacionada à forma como nos movimentamos está diretamente relacionada ao nosso comportamento. Para Clarisse Cunha Linke, diretora executiva do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, a pandemia nos deu a oportunidade de repensar nossa vida nas cidades. “A cidade é o locus dos problemas, mas também das soluções. Por isso, precisamos pensar em cidades que tenham mais capacidade de oferecer soluções em momentos extremos, como uma crise de saúde”, pontua ela.

Por essa razão, novas expectativas foram criadas em relação aos lugares onde vivemos. Segundo Cristina Albuquerque, gerente de mobilidade urbana na WRI Brasil, a mobilidade ativa passou a ser muito mais valorizada ao longo da pandemia. “Preferíamos deslocamentos mais curtos para fazer a pé e passamos a enxergar a cidade como um lugar das pessoas e não mais dos automóveis. Repensar a mobilidade tem impactos muito diversos: saúde, sustentabilidade, trânsito, pertencimento ao espaço público, lazer, etc”, acredita.

No entanto, a solução ligada à mobilidade não é tão simples. “Não podemos resumir tudo à mobilidade ativa”, relembra Clarisse. Apesar da melhora nesta questão, ainda tem muita gente indo em outros caminhos, evidenciadas pelo aumento da motorização das cidades. Além disso, para que a mobilidade ativa funcione para todos, outros aspectos precisam ser considerados, principalmente em uma realidade com tamanha desigualdade social como o Brasil. “Para que movimentar-se a pé ou de bicicleta seja viável para todos, precisamos considerar, principalmente, uma agenda ligada à segurança pública, já que é ela quem define quem poderá pedalar ou não”, acentua a diretora executiva do ITDP, “Mulheres, crianças e idosos sentem-se seguros?”.

O bate-papo completo que tivemos com elas faz parte da nossa terceira temporada de WTW Cast, o podcast oficial da Welcome Tomorrow. Escute AQUI.

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